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Consequências do uso indevido de antimicrobianos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existem dados globais sobre o número de casos ou de fatalidades decorrentes de patógenos altamente resistentes. Essas lacunas de conhecimento sobre o custo econômico e humano das infecções por bactérias resistentes são decorrentes da falta de um sistema global coordenado de vigilância.

Somente nos EUA, as superbactérias afetam mais de 2 milhões de indivíduos e contribuem para 99.000 mortes a cada ano1. Na União Europeia, pelo menos 25.000 pacientes morrem por ano em decorrência de patógenos resistentes a vários medicamentos2; dois terços das mortes são decorrentes de bactérias gram-negativas. Depois de confinadas quase exclusivamente ao ambiente hospitalar, as superbactérias, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e o Clostridium difficile, agora estão surgindo no ambiente comunitário.

APUA

Conteúdo produzido pela Aliança pelo Uso Prudente de Antibióticos (Alliance for the Prudent Use of Antibiotics - APUA) por meio de uma subvenção educacional irrestrita da Abbott Inc.

Nos dias de hoje, a cada ano mais pessoas morrem de infecções hospitalares do que de AIDS, acidentes de trânsito e gripe reunidos.

- Centro de Dinâmica de Doenças, Economia e Política (Center for Disease Dynamics, Economics and Policy (CDDEP)1

A ascensão da superbactéria

Em 2011, as vendas anuais estimadas de antimicrobianos foram de aproximadamente 36 milhões de libras (lbs.) nos EUA (28,9 milhões vendidos para animais e 7,3 milhões para o tratamento de seres humanos doentes), 70% dos quais não foram usados para tratamento de doenças, e sim em animais de produção para fins profiláticos e para fomentar seu crescimento3.

Esse uso, juntamente com a importante força motriz do uso excessivo e do uso indevido em seres humanos, criou a era das “superbactérias” – organismos que são resistentes não apenas a diversos medicamentos, mas, em alguns casos, a todos os antibióticos ou a todos, exceto um antibiótico de “último recurso” (Fig. 1). As infecções potencialmente fatais por bactérias resistentes a antibióticos chegaram a forçar uma reversão ao uso de medicamentos mais antigos que estavam abandonados porque eram considerados excessivamente tóxicos para o uso regular.

Emergence of resistance in hospital and community acquired pathogens

Fig. 1 Surgimento da resistência em patógenos adquiridos em hospitais e na comunidade
MRSA: Staphylococcus aureus resistente à meticilina; VRSA: S. aureus resistente à vancomicina; ESBL+: produtores de beta-lactamase de espectro estendido; CRE: Enterobactéria resistente a carbapenêmicos; VRE: Enterococcus resistente à vancomicina; MDR-TB: M. tuberculosis resistente a múltiplos medicamentos; XDR-TB: M. tuberculosis extensivamente resistente a múltiplos medicamentos; CA-MRSA: S. aureus resistente à meticilina adquirido na comunidade.

Fonte: adaptado de Cohen, M. et al. (1992) Epidemiology of drug resistance: implications for a post-antimicrobial era. Science 257:1050-1055.

A que custo?

Somente nos EUA, as superbactérias afetam mais de 2 milhões de indivíduos e contribuem para 99.000 mortes a cada ano1. Na União Europeia, pelo menos 25.000 pacientes morrem por ano em decorrência de patógenos resistentes a vários medicamentos4; dois terços das mortes são decorrentes de bactérias gram-negativas.

Os custos médicos e sociais totais para tratar essas infecções resistentes têm aumentado dramaticamente e, agora, são estimados em US$ 16,6-26 bilhões nos EUA3 e, pelo menos, € 9 bilhões na UE5. Na infecção por Clostridium difficile isoladamente, o excesso do custo dos cuidados hospitalares anuais é estimado em US$ 1,1 bilhão nos EUA e € 3 bilhões na UE6.

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